Acerca de mim

A minha foto

"Olho sem ilusões ou medos, não me transformo, nem me descaracterizo, ou tremo, Sou o que sou, e para mim, é suficiente".

Militante do PSD,  Membro da CVP , Benfiquista, Pintora, Escritora, Bloguer, Fotografa, e Funcionaria Publica.

Portuguesa, mulher, http://www.caminhosquefalamportugues.blogspot.pt/  nascida no Feijó, concelho de Almada, http://www.umateladearco-irismargemsultejo.blogspot.pt/ Península de Setúbal, Região de Setúbal, Portugal, em 1966. 

Residente no Norte Alentejano, Alentejo http://www.caminhosdonortealentejano.blogspot.pt/ Portugal. 

Funcionaria publica, no Ministério da Saúde 

https://resumocurriculo.blogspot.pt

Frequência universitária, do curso de direito.

Partidária, PSD e TSD  Social Democratas Portugueses 

http://amulhersocialdemocrataportuguesa.blogspot.pt/2017/PSD 12/blog-post.html 

Social Democracia https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Social-democracia

Pintora, escritora, bloguer e fotografa.

Sócia/Socorrista(Tripulante de Ambulâncias, e Formação Base),  https://pensamentos-quemsomos.blogspot.pt/   Cruz Vermelha Portuguesa 

Autora, de mais de 150 blogues, publicados na Google. Quatro redes sociais, com duas paginas cada, Facebook, Google+,  Tumblr, e Twitter.

Do qual consta, as minhas historias 90, os meus desenhos 189, as minhas fotos 8.200, os meus vídeos 132

Inclui também, algumas fotos do meu pai 98, quando este esteve em Goa, Índia.

Em 1959/1960, em serviço militar.

Alem das minhas publicações, na google e google+, e do partido do qual sou militante, e cruz vermelha do qual sou membro, também tenho lugar, para publicações de outros.

Obrigado, pelas vossas visitas.

SEJAM SEMPRE, BEM VINDOS, OBRIGADO (*_*)

sábado, 11 de junho de 2016

XOCALINA"


xocalina, saiu de casa pelas matinas, e andou um pouco á deriva, pelas ruas e pelas esquinas, la para as bandas do coreto, no povoado da romaria.
procurava, godofredo, o homem da sua vida, que saira de casa, depois de uma discussão, daquelas, que godoferedo prefere nem falar.
nas soleiras do povoado, dizia-se, que godoferedo tinha era medo dela.
godoferedo estava escondido, e xocalina não o encontrara, quando, voltou para casa, já era de dia.
e o, rouxinol cantava, na gaiola da varanda, da vizinha, da condessa, que de condessa, so ja tinha o titulo, sim!
porque!
o resto ja tinha ido, para as mãos de felizardo, o seu antigo namorado.
-dizia marilu, o vizinho travesti, da porta, em frente.
xocalina, chorava no salão da entrada do antigo palacete, do embaixador do brasil, olhava para o tecto, e bradava alto,e para cima, clamando:
-diz-me, senhor, que estas, ai em cima, onde está meu marido, godoferedo!?
entretanto, calou-se, e ficou de boca aberta, a olhar, para cima:
-iiiiiiiiiii, tanto bolor, e mofo no teto!
serefim, que era coxo, e por isso, bateu com a bengala no soalho, dizendo:
-xocalina, pára com isso, teu marido, está cá em cima.
ana paula alberto caldeira 05/09/2008


JOSEFINA, ESCREVIA, O QUE DEVERIA SER O AMOR


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JOSEFINA, ESCREVIA, O QUE DEVERIA SER O AMOR

naquela tarde fria, josefina escrevia, sobre aquela mesa velha , e corroída pelos anos.
escrevia, naquele papel, machucado pela violencia, das mãos.
ali, estavam, apenas algumas letras.
josefina, escrevia, e abria, ao mesmo tempo, o papel enrrugado.
naquele momento, algo magico acontecia.
naquele momento, tudo era mais belo, e mais puro.
apareceram duas crianças, com rostos meio sujo, que sorriam.
a paisagem era agora mais bela, com a vinda, de algumas pombas brancas, que pareciam, rasgarem o céu, como que anunciando a paz, em algum lugar.
os passaros cilreavam, que dava, muita alegria.
um homem e uma mulher caminhavam sós, pelas areias da praia, nos olhos deles, estava carinho e afeição, sentimento que sentiam, um pelo outro.
outros enxugavam as suas lagrimas e sorriam uns para os outros, dando as mãos, cheios de esperanças.
josefina sorria, era um sonho, o que via, mas afinal o que josefina escrevia, era o que ela pensava, que deveria ser, o amor.
ana paula alberto caldeira (escrito na decada de 80

MARIA BATISTA, QUE TRISTE SINA

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MARIA BATISTA, QUE TRISTE SINA

no bairro antigo, da velha cidade, por entre ruelas, estreitas e velhinhas.
maria desce, as escadas de pedra, de mãos na cintura, gingando a anca, e de roupa justa, salto alto e trança feita.
maria batista desce em direcção ao mar.
a noite vêm, os candeeiros do bairro acendem, no rosto de maria, um sorriso nasce, era o seu homem, que ali vinha, de guitarra no ombro, e chapeu preto, de abas largas, cantarolando, era o seu homem, que acolá vinha.
mas seu homem tinha outra no seu coração, e maria batista, ainda, não sabia.
e quando maria batista, o vê, sorrir, para a outra que estava á porta da taberna, da rua da amargura, maria pega numa faca, e corre para ela.
quantos gritos houve naquela hora, e naquela rua.
maria matou-a estava louca, o seu homem, amava outra.
maria batista, chorava, no chão um lago de sangue, e de faca em punho, ela corre para ele, matando-o tambem.
que triste fim o seu, a bela maria batista do antigo bairro da velha cidade, tinha matado, o homem, que ela tanto, tinha amado.
e todas as noites, na rua da amargura, se canta o fado da bela, maria batista, que tambem, era fadista.
21-01-88
ana paula alberto caldeira



pintava, telas de quadros e assinava-se, por prado.
era pintor famoso, e, diziam, grande artista!!!
este homem, é, prado camino!!!
prado, dizia que isto de ser artista, ja nasce connosco, e sempre gostou de pintar, telas para quadros!!
conheceu um dia goran iglesia, a trigueira, de olhos cor de mel, e cabelos castanhos, ondulados, que espunha o seu corpo para telas, de quadros.
um dia, expos o seu corpo para camino, ficaram juntos na casa da fonte, na quinta das amarras, perto da vila das cascatas.
prado, perdeu-se de amores quando a pintou naquela, tela de quadro, na soleira, do patio interior, da casa da baronesa kamil, que conhecia bem, desde dos tempos da sua vida, mundana, no solar da restauração, na provincia das piedras blancas, a dois passos, do mar.
passa as maos pelo rosto, aquele dia fora muito cansativo para ele, muito tempo tinha passado e ela no seu pensamento, o seu coração palpitava quando via o quadro, com o corpo dela, nú, ali pintado por ele.
galeria, estava apinhada de gente.
aparece goran iglesia:
-bravo, prado, bravo!!!
olhando para as restantes pessoas, que visitavam a galeria de artes, da baronesa kamil.
continuava, goran:
-bravo, prado camino, és de verdade, um grande artista!!!
prado olha para ela, agora mais linda do que nunca, sorriem os dois, e olham a galeria apinhada de gente que estão, de olhos expostos, na tela do quadro.
ana paula alberto caldeira 25-08-89
POETAS

cantai, poetas, cantai, o conteudo dos vossos rascunhos, esses bocados de papel, suado que voces guardam na vossa mão.
cantai as vossas lagrimas derramadas sobre as palavras.
desdobrem o raascunho e mostrem o que escreveram, essa nudez branca de papel fecundado de palavras.
agora cantem esses poema, envelhecido de tanto sofrimento, com acordes de musica.
subam ao palco e cantem o que escreveram, os aplusos vão-se ouvir e voces, vão sorrir.

ana paula alberto caldeira 18-07-84


"O DESESPERO"
"O DESESPERO"

manolo garcia, subia as escadarias, da igreja.
estava feliz, naquele dia.
manolo garcia, chega então ao altar, pelo caminho vai cumprimentando todos, com um sorriso, de satisfação, finalmente ia, casar.
mas horas passaram, e o sorriso de manolo garcia, desfalece, a mulher que tanto, o tinha amado, não aparece, ao altar.
algumas pessoas vão saindo, pouco a pouco, so manolo garcia, fica por ali.
sozinho, sai tambem, olhando o céu.
desce as escadas centenarias, da igreja matriz da nossa senhora das lagrimas, e segue para a praia, do por-do-sol.
mulheres de xailes pelos ombros, olhavam-no, e murmuravam baixinho.
-que triste sina, a tua, manolo garcia, porque não te vais embora, daqui.
manolo garcia, caminha, caminha, por mar dentro, os homens levantam-se, e um avança lutando contra as ondas, do mar, que teimavam em o levar, por fim, manolo garcia é salvo e regressa, as mulheres dos xailes pelos ombros vao-se embora, rogando pragas.
- porque não te vais embora, daqui, manolo garcia, que triste sina a tua.
os homens um a um, seguiram as mulheres, para casa.
manolo garcia, ficava sozinho na praia, por ali pernoitou, na praia, do por-do-sol, até dia, nascer de novo.
quando os homens voltaram, á praia, do por-do-sol, ainda manolo garcia dormia, ali na areia, detras de uma rocha.
os homens vão para a sua faina diaria, nos pequenos barcos a remos, fazendo-se, ao mar.
mas naquele dia, o mar agitou-se, o ceu escureceu, manolo garcia, abria os olhos, quando os primeiros pingos de chuva, lhe cairam na cara.
ergueu-se, olhando o horizonte,avistou por instantes os pequenos barcos a remos, antes da vaga os submergir, por completo.
correu em direcção a agua, mas logo voltou para tras e procurou ajuda.
mulheres de xailes negros pelos ombros, erguiam os braços ao ceu.
manolo garcia, olhava-as.
depois da manhã, veio a tarde, a noite e manolo garcia não sai da praia, algumas mulheres abalavam, outras, pranteavam, a dor de saber que os seus homens, estavam mortos, no mar.
e quando veio a manhã, manolo garcia volta costas ao mar, e caminha, pela areia fora, as mulheres olham-no, uma jovem, mulher corre atras dele, manolo garcia, pára, a jovem tira o seu xaile negro, coloca-o sobre a cebeça de manolo, que lhe tapava os ombros, murmurando baixinho:
-que triste sina, a tua, manolo garcia!!!
porque não, te vais embora?daqui!
manolo garcia, tira o xaile negro, de cima de si, atirando-o, para o chão, seguindo em seguida, o seu caminho, pela praia fora.
ana paula alberto caldeira 09-08-1995
"CAMINHOS DE MAR"

-o que escreves, otriz sombreo:
otriz:
-escrevo, relatos da viagem, que fiz!!
do outro lado da sala, joaquim sombreo, esclama:
-ham?, esta bem!
otriz sombreo continuava a sua escrita, agora em voz alta, escrevia, sempre, sobre todas as viagens, que fazia, e aquela por mar tinha sido, das melhores que ela tinha feito, amava o mar, nascera perto dele, e desde pequena, que se banhara nele, sabia que ele era perigoso, mas amava-o, ficava horas e horas, a comtempla-lo, de verão banhava-se nele, como se fosse, os lençois da sua cama.
otriz, escrevia mais um, dos seus relatos, o titulo era como das outras vezes, sempre a palavra mar, antes ou depois, mas sempre em titulo.
otriz sombreo:
-oh, pai, eu vou escrevendo, e lendo, se achar, que não vai bem, diga!!
joaquim sombreo:
-tens que falar mais alto, porque aqui na varanda, não oiço.
otriz sombreo:
-pai! baixe o som da televisão!
joaquim sombreo:
-a tua irmã, arrancou o botão.!
otriz sombreo, levantou-se, e foi á varanda, o pai lia o jornal, muito entretido, olhando para um anuncio, de meninas meio despidas.
otriz sombreo, volta para a maquina de escrever, e continua a escrever o texto, em voz alta.
"nos meus caminhos de mar, de hoje, vou escrever o meu diario de bordo, onde fui anotando, tudo o que ia vendo, e que a minha imaginação, me dizia.
por vezes sonhava, como teria sido á quinhentos ou seiscentos anos, atras.
o mar e sempre o mar, para tras ficava, o ultimo dia em terra, depois, só mar e ceu, como paisagem no horizonte uma linha imaginaria, dividia os dois tons de azul, um mais carregado, outro mais claro.
o sol radioso, a temperatura quente, conforme nos aproximava-mos, do hemisferio sul.
na varanda do navio, mais á sombra, sentia-se uma leve e suave brisa, bastante agradavel.
faziamos a rota das naus, da europa, para a america, imagina-mos, o que fora atravessar esta imensidão de oceano rumo a outro continente.
sempre, a bordo de naus de madeira, pequenas e frageis, avançando por mares, nunca dantes navegados, como fizeram os portugueses, encontrando e descobrindo, terra, povos que nunca dantes, alguem, tinha visto, abriram-se, portas para que outros, pudessem seguir pelo mesmo caminho, e ver o que eles viram.
a noite chegara mais uma vez, depois de tantas outras, iguais, para quem anda a navegar .
mas, uma pequena, diferença, eram mais quentes, do que as anteriores.
no horizonte, agora um azul era mais escuro, cor do mar, igualando-se, ao do céu.
assim navegamos, á varanda do navio, seria para pernoitar. ouvimos, o barulho do susurro das aguas, por onde o navio navegava.
de manhã cedo, a brisa marinha que respiravamos, fazia-nos relaxar de prazer, uma frescura, que dava alguns arrepios, assim continuava o navio, a todo o vapor, por aquele mar fora.
ao longe no horizonte um ponto, pequeno, mas com o avançar do navio, tronava-se ligeiramente com outras dimensões, maiores.
não tinhamos duvida, estava-mos, quase em terra.
o calor, agora era mais intenso, quando nos aproximavamos do meio-dia, o que era um pequeno ponto de inicio, era agora mais nitido, e cada vez mais, tinha contornos, viam-se tambem, pequenos pontos verdes, mas pouco nitidos, que dava para perceber que se tratava de arvoredo disperso, pensamos, o mesmo que os portugueses, quando chegaram aqui, a terra firme.
ja iamos a bastantes dias de viagem, a sensação de estar a ver terra, era uma sensação maravilhosa, ali começava um continente imenso, de culturas diferentes.
onde se falava duas linguas, o portugues e o espanhol."
otriz:
-pai? pai? ouviu? paiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! oh! paiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
ouviu, a minha historia!?
otriz levanta-se, e vai á procura do pai, encontra-o, a dormir, a sesta, no cadeirão, da varanda do casarão, onde estava á pouco.
o jornal estava, todo dobrado, dentro do bolso, das calças.
otriz:
-assim , não vale a pena, aposto que o jornal, era o tal, das muidas nuas!!!
de certeza, que, adormeceu, a pensar, naquilo, quando acordar, mostrou-lhe a historia.

ana paula alberto caldeira 05/03/1997


A TARDE LONGA


A TARDE LONGA

era a tarde mais longa, que naqueles dias, se vivia, junto do mar, mulheres, prateavam a ausência, dos seus homens, o mar, teimava em não dar.
aquela tarde era cinzenta, e muito triste e longa demais para se poder, estar ali.
ó mar!!!
gritavam as mulheres, erguendo os braços ao céu.
o mar cruel, teimava em não as ouvir.
a noite vem, as mulheres rezavam, e, uma a uma foram indo praia acima, com as mãos, seguravam o rosario, e sempre rezando, enroladas no xaile de lã, que lhes cobria os ombros e os braços.
as mulheres choravam, as lagrimas rolavam uma á uma, pelos seus rostos.
a noite é cada vez mais negra e fria, o vento norte, gela os seus rostos e naquela noite de inverno o mar voltou, a encrespar-se, os seus homens, não vieram, o mar, não os deu.
ana paula alberto caldeira 02-01-95


AS VISITAS DA NOITE

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AS VISITAS DA NOITE

era noite de verão, e, no quarto dos barata, ja se dormia á muito tempo, o relogio de cabeceira, marcava, 2.37 horas.
como estava muito calor, o casal tinha aberto a janela.
alguns tempo depois, tres intrusos, entram pelo quarto dentro, vindos da rua, sorrateiros, foram-se chegando, junto ao casal, que dormia profundamente.
o casal barata, nem deu, pelas visitas, dodi e toto, dormiam e ressonavam, quando os mosquitos atacaram.
-zzzzzzzzssssssssssssssssssszzzzzzzzzzzzpppp, zzzzzssssppp
dodi, senta-se na cama, enquanto toto continuava ressonando,
dodi levanta-se, e acende a luz, la estavam dois mosquitos no tecto, e outro na testa de toto, dodi, pega na almofada, e atira com ela ao tecto, esquecendo-se que esta cairia em cima de toto.
toto:
-aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! sai de cima, de mmmmmmmmmmmmmmmiiiiiiiiii, dodiiiiiiiii
dodi, olha toto, esbafurido, e olha para o tecto, os mosquitos tinham abalado.
toto:
-que fazias em cima de mim??
dodi:
eu, não estava em cima de ti, toto!!!
toto:
-então o que foi aquilo?
pondo em seguida os oculos graduados:
toto:
-Ah!, foi a tua almofada, tentas-te matar-me, isso foi tentativa de homicidio!!! ouvis-te??
dodi, não disse nada, pq toto, tinha pavor de mosquitos so de olhar para eles ficava cheio de comichões, é com borbulhagens que parecia sarampo.
toto, antes de se deitar de novo, recomenda, dodi:
toto:
-bem, se lá se sossegas!!! esta, bem?!
dodi, abanou a cabeça.
toto deita-se e vira-se para o lado da banquinha, dodi olha para o tecto de novo, inspecionando bem o quarto.
apaga as luzes, e:
-zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzsssssssssssssssppppppp, zzzzzzzzzzsssssssssssp.
o mosquito sobrevoa dodi de novo, esta ,está, de olho aberto, toto, ressona de novo.
entretanto ela tb adormece, o mosquito avança para ela:
-zzzzsssssssssssssp, zzzzzzzzzzzsps
ja virada para o marido, cara á cara, e bastante ensonada, dodi, da uma bofetada no marido, pensando, ser face dela, sobressaltado, toto, reage, assim:
-dodiiiiiiiiiiiiiiiii, dodiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, tuuuuu!!! tuuuuuuuuuuu!!!bateste-temeeeeeeeeee!!!, hammmmmmmmmm!
dodi, finge dormir, e vira-se para o outro lado, toto, apaga a luz, e fica pensativo, adormecendo de novo, ressonando em seguida.
dodi fica de alerta, o mosquito volta de novo:
-zzzzzzzzzzzzzsssssssssssspppppppzsppppppppzssssssssss
poisando no nariz de dodi, dali passa, para o nariz de toto, dodi, puxa o lençol, para cima com geito e atira-o para cima dela e de toto, para afugentar o mosquito, toto acorda, saltando da cama.
toto:
-dodiiiiiiiii, um fantasmaaaaa, aiiiiiiiiii, mãe!!!!!!!!!!!!!!a casa esta assombrada!!!!!!!!!!!! dodiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii., passou aqui um fantasmmmms, eu senti o vento e um lenço, pela, minha cara, deve o espirito do cão, do vizinho, que morreu a semana passada.
dodi, com vontade de rir, disfarça, enquanto, toto, fala, fala, fala.
por fim adormece, tempo depois o mosquito volta:
-zzzzzzzzzzzzzzzzzzzssssssssssssszzzzzzzzzzzpppppzppppzzzzzz
o dia estava nascendo, e a claridade, ja entrava pelo quarto dos barata, dodi, levanta-se pé ante pé, e poe os oculos de toto, pensando ser os dela, e la estava o mosquito, poisado, na berguilha do pigama de toto, mesmo ao meio, dodi, com os oculos de toto vi-a o mosquito muito maior do que este era, devagarinho vai até á cozinha, e tras o mata moscas, quando chega ao quarto, o mosquito ainda lá estava, toto ressonava agora de barriga para cima.
dodi, com o mata moscas:
-zas!!!!zas!!zas!!!
na berguilha de toto, este acorda sobressaltado:
-aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, aiiiiiiiiiii
pondo as mãos na berguilha do pigama, esfregando e segurando, o que estava por baixo, esborrachando o mosquito, cada vez mais, ficando este, desfeito, pelas mãos de toto.
enraivecido, toto olha dodi, que olhava toto, com vontade de rir, com o mata moscas, partido ao meio.
-maluccaaaaaaaaaaa!!!!! maluccccccccccccaacaaaaa!!!!, o que estas a fazer como mata mosca, partido ao meio, a olhar para mim, o que andas a fazer, para me bateres, aqui, nas minhas partes fracas????
dodi:
- partes fracas??? não foi ai!!!!! foi no pijama!!!! e o que fazem ali aquelas cuecas penduradas no teu candeiro???
toto levanta-se, pega nas cuecas e foge para a casa de banho.
dodi, vai á cozinha, buscar vinagre, porque lhe diseram, que este, afugenta mosquitos.
toto, chega:
-dodi que cheiro, é, este??? que horror!!!!!!!!!!!
dodi:
-é pó, para as baratas!!!
toto:
-pó, para quem???
dodi:
-baratas, toto!!!
toto, volta para a casa de banho, fechando-se lá, dentro, dodi, conta-lhe o sucedido, dos mosquitos, toto:
-eu não, saio daqui, hoje!!! traz o pequeno-almoço, para aqui, que eu como cá, dentro.
ana paula alberto caldeira-08-10-07


PASSANDO A FRONTEIRA


PASSANDO A FRONTEIRA

antes de passar a fronteira, subiram a ladeira, e desceram o vale.
caminhavam de sacos ás costas, olhavam em redor, não havia guarda, não havia viva alma, por aquelas paragens.
noite estava escura e fria, era fins de janeiro, os lobos uivavam, la para os lados, do monte assombrado, do joaquim dos cães.
mas tinham que seguir por ali, para passar o contrabando.
manuel arranjo, bradava:
-mandem calar os lobos!
joaquim manias, respondia, ja zangado:
-cala-te, que ainda somos presos!
manuel arranjo, não conseguia ficar calado.
-presos! nós? não! isto não é contrabando, é café!
manuel arranjo:
-cala-te, porque se não, da multa, não nos livramos!
naquela noite passaram o monte assombrado, e ja estavam do lado de lá, quando os lobos, pararam de uivar.
manuel arranjo:
-os lobos estavam no monte assombrado, joaquim?
joaquim manias:
-não! mano, estão! é deste lado!

ANA PAULA ALBERTO CALDEIRA, 04/10/2008


"VALADO"


"VALADO"

chamavam-lhe, "valado" e diziam, que cantava o fado.
homem, que fazia, da noite, dia.
e, vivia, sabes deus, onde.
vestia de branco, porque achava, que dava sorte.
naquele dia, passeou de dia, ao contrario do que fazia nas outras vezes.
passeou, pelas ruas da grande cidade, maos nos bolsos, olhando para tudo, e todos.
passou pela zona baixa da cidade, virou numa rua estreita, e seguiu, em direcção á praça.
cruzou-se com uma mulher que tirava fotografias, e ficou a seu lado.
olharam-se, olhos nos olhos, e sorriram.
valado, chegou tão perto dela, que quase a beijou.
olhou-a, de novo, e segredou-lhe ao ouvido:
-com te chamas?
a mulher respondeu:
-violeta!
15/05/2008 ana paula alberto caldeira







O Engano

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O Engano

o telefone tocara, e antonia imediatamente, sai porta fora, o tempo estava medonho, chovia torrencialmeente.
os ventos do lado norte anunciavam tagedia, estava frio, muito frio o telefone voltara a tocar e antonia, ja não estava.
o telefone toca, e volta a tocar e antonia ja não estava.
antonia esperava, debaixo de um abrigo, até que a chuva para-se, o vento norte, continuava, fustigando tudo, por onde passava, as nuvens negras continuavam pairando por aquele, medonho lugar.
por fim sem nada recear, antonia caminha por caminhos e veredas, até ao lugar presdestinado.
ao longe uma cabana.
antonia pára, já era meio escuro, quando tropeça numa pedra e cai.
quase ás cegas, ergue-se, estava tudo molhado das chuvas intensas.
ao chegar perto da cabana, nem sinais de gente.
antonia pára e n ão se ouve nada, apenas o ruido do mar enraivecido, e tenebroso.
a porta da cabana estava fechada, bate duas vezes, e afasta-se, nem sinais de gente, por ali estava, tudo calmo, antonia volta para tras, para casa, atras, um ruido estranho, antonia pára e o ruido mantem-se, ja era noite escura, ela mal ve onde poe os pés, e continua meia ás cegas.
já em casa, antonia sentada, pensativa reflete, sobre tudo aquilo que passou.
o telefone toca, e antonia atende, do outro lado, ninguem, era engano.
no outro dia antonia, levanta-se cedo, e volta á cabana, pelo mesmo caminho de ontem, a porta da cabana estava fechada, o mar estava mais calmo o ceu mais limpo, o vento mais calmo.
procurou sinais de gente e nada, pensativa, senta-se sobre uma pedra, parece esperar algo que não vinha, as horas passavam, e antonia continuava.
por fim ergue-se e volta pelo mesmo caminho, por onde tinha vindo.
antonia apercebe-se que não caminha só, o ruido de ontem á noite, mantem-se, antonia olha, á volta e não ve nada, por fim vai andando até que chega ao mar.
na areia jaze um corpo na areia, antonia desce, chegando, ve que era uma homem, antonia tenta ergue-lo,mas não consegue.
estava ferido, era paulo, um seu amigo.
sem ninguem, nem ajuda, antonia traz paulo para a cabana, paulo estava ferido.tenta mante-lo, guardado, na cabana, enquanto vai a casa.
ja em casa, antonia é interrompida, com o som da campainha, da porta.
era paulo, que ao entrar em casa, cai para o lado.
antonia, deita-o na sua cama.
paulo, apenas se enrolou, nos cobertores da cama de antonia e adormeceu.
paulo e antonia, estavam separados á alguns anos, mas a chama do amor não os separara, e aquele momento, trouxe á ideia coisas velhas do passado, que ficaram por acabar.
paulo adormeceu, antonia, ficara ali a comtempla-lo, como fizera da ultima vez, lendo um livro.
21/08/2006
ana paula alberto caldeira




A NOITE, O SHOW.


o espectaculo tinha terminado, as luzes, apagavam-se, a imensidão de espaço, estava agora deserta, o cantor, desce, calmamente, pelas escadas do palco, era noite cerrada.
pelas ruas solitarias, mulheres, pelas esquinas, convidam-no, a ir com elas, outros jazem no chão, ja dormindo.
o homem caminhava, o frio tocava-o no rosto, por breves instantes abraça-se, apertando-se e aconchegando junto a si a jaqueta quase rota.
os gritos da multidão ainda soavam nos seus ouvidos, a euforia das pessoas,a ouvi-lo cantar, ainda estava gravado na sua mente, a canção da despedida era a sua propria vida.
nas paredes ainda, estava a sua imagem, nos cartazes, colados de fresco.
mas todos ja tinham seguido para suas casas e ele o homem das melodias, tocadas pelas guitarras, estava só, sem ninguem.
caminha junto ao mar, a noite parece agora, mais clara, senta-se na areia, ainda fresca da marzia, da noite, e escreve.
O SEU NOME.
1984, ago,ana paula alberto caldeira


A DANÇA
A DANÇA

a cigana ergue-se do chão e dança com euforia, perto da fogueira, que atiçou o seu coração.
sozinha dança, seus negros cabelos,voam, e seus olhos parecem, agora mais negros, do que nunca.
derra-me uma lagrima, no seu rosto belo de mulher, o seu corpo estremece, ao som de uma guitarra.
a noite é longa e a dança continua, a mulher perdida, canta a canção da sua vida.
a sua raça denunciou-a por aquele amor proibido, quis amar alguem que lhe era concedido, mas ficou perdido no destino.
procura-o em todos os rostos, mas é tarde demais, dança de pés, descalços em cima daquela rosa vermelha, da cor, do sangue, do seu amante.
por fim cai, cheia de cansaço deixou o homem que amava e perdeu o cigano que a amou.
ana paula alberto caldeira 21-05-84

A GUERRA

A GUERRA

Á UM GRITO NO ESPAÇO!!!
A VOZ DO SILENCIO, MURMURA, BAIXINHO.
VEM!!
NAS RUAS DO SOL, A VINGANÇA NASCE, A ESSENCIA HUMANA, CAMINHA.
TUDO PÁRA, NAQUELE LUGAR, IMUNDO.
O HOMEM CEGO, PERCORRE, A RUA OLHANDO, APENAS A ESCURIDÃO.
OUVE-SE UMA RAJADA DE METRELHADORA, O SER CAI, SOBRE O CHÃO, COMEÇA AGORA A FICAR RODEADO, PELO SEU PROPRIO SANGUE, TENTA ERGUER-SE E CORRE CAMBALIANDO, AS LAGRIMAS ROLAM PELA SUA FACE , ENSANGUENTADA.
MULHERES E CRIANÇAS CHORAM.
HOMENS DE ARMAS EM PUNHO, CAMINHAM.
Á UM GRITO NO ESPAÇO, E O HOMEM, CEGO, MORRE!!
ana paula alberto caldeira 10-05-84



sexta-feira, 10 de junho de 2016



Naquela noite fria

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Naquela noite fria

Naquela noite fria, de inverno, batem á porta do solar dos marqueses blanty e blanquo.
Herminia veio ver quem era, do lado de lá, um homem ja velho, com roupas sujas e rotas, pedia para passar ali a noite, naquele canto.
herminia fechou a porta, e voltou para dentro, subindo as escadarias de pedra, ignorando o pedido do mendigo.
Os marqueses chegaram e o mendigo dormia nas escadas do solar, junto da porta principal.
A marquesa mandou-o entrar e ele dormiu ali, na entrada, perto do cadeirão de madeira.
De manhã herminia desceu as escadas de pedra em direcção ao hall da entrada, da porta principal do solar, e o homem ja la não estava, em cima do cadeirão, um naco de pão, e, mais nada.
ana paula alberto caldeira 20/12/2010

O PASSEIO AO JARDIM DA PAZ (a quinta do Comendador)

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O PASSEIO AO JARDIM DA PAZ (a quinta do Comendador)

Naquela manhã, rumamos ate ao bombarral, para visitar a quinta dos loridos, onde se encontram os jardins maravilhosos; que são propriedade do Sr comendador berardo.
Depois da visita aos jardins encantados, rumamos ate peniche, onde almoçamos, "uma caldeirada" é comum em portugal nas localidades pescatorias, comer-se bom peixe, quase sempre fresco.
Depois de uma agradavel visita, pelo forte de peniche, paramos ainda no lugar da "pedra do urso" na serra de são mamede, leiria.
No fim da tarde, ainda tivemos tempo, para visitar mais uma vez,o santuario de fatima, um lugar magico, aonde se deslocam varios peregrinos, para orarar a Ns do rosario.
Ja noite, voltamos para o norte alentejano, alpalhão(concelho de nisa).
regressamos a casa.
(os videos deste passeio, encontram-se no www.umateladearco-irismescla2.blogspot.com e www.umateladearco-irisbordeaux2.blogspot.com , outra sugestão, na pagina principal, no menu links dos meus blogs, os leitores, facilmente encontrarão, as pags seguinte do mescla, pag seguinte do bordeaux)
ana paula alberto caldeira 20/04/10

O DIA DE S BENTO Á ESCARAMUÇA NA PRAÇA DO CORETO

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O DIA DE S BENTO Á ESCARAMUÇA NA PRAÇA DO CORETO

Na rua de s bento la para os lados, do fim do povoado, há um grande burburinho, e não se fala noutra coisa.
Dizia marcelino da capa roxa:
-Zé do alho, deu uma punhada, nos queixos, do manel da xixa, irmão do chico das malhas.
As gentes aglomeravam-se, lá para a rua de baixo, chico quintas velhas, veio bradar ao pessoal:
-Venham para baixo, puxaram das pistolas, e cheira a pólvora por todo o lado.
Berta das favas, correu em direcção, á praça.
-Hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!hiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!, lá esta a abelhuda da condessa, do girassol, na varanda, com o cão de loiça á janela,
não sei, para que quer, aquela mer.............?
Chico da horta, surge, tambem:
-Oh! menina julieta!, não se diz asneiras! esta bem?
berta das favas, respondeu:
-O que foi? chico mourisco? não sou julieta! sou berta! ok?
Chico das hortas, revirou-lhe, os olhos:
-Olha! julietazinha, sardenta, para a proxima, vais tomar banhinho, na cisterna da pousada dos trevos, que agora esta cheia, com a chuva de esta semana! sabias? ou não?
Berta das favas, virou-lhe a cara, resmungando:
-Vá ver se chove! ande vá, mourisco das silveiras!
Inacio das paças secas, chega:
-Mas afinal, para que é isto? Porque estão de pistolas, apontadas, um ao outro?
-Manuel da xixa, não liga, e dispara, fica tudo em silencio, a condessa chora:
-Estupidoooooooooooooooooooo! acertas-te, em cheio! no meu cãozinho de loiça, das caldas! estupido!
Zé do alho, atira para o ar, e foge tudo.
Joaquim das quintas, esconde-se na pousada dos trevos, que era logo ali, em frente.
-É pá! que este, é bravo!, é hoje que se matam, um ao outro! Mas, aqui não me apanham! não!
Manel da xixa, vai na direcção do zé alho, e ferra-lhe um murraço, que o atira de costas.
-Toma, lá! tens ai a resposta, á tua festinha, de á bocado, urso polar!
Foge tudo, a praça fica deserta, ouvem-se tiros, e mais tiros.
Alguns, espreitam, pelas frestas das portas, e pelas esquinas das ruelas, murmurando baixinho:
-Devem, estar mortos, os dois! tinha que ser, estava destinado, para o dia de s bento, hoje, já não sai a procissão? de certeza absoluta, amanhã temos dois funerais!isso, sim!
Mas a curiosidade, foi tomando conta deles, e, um a um, foi-se chegando, e comentavam, uns com os outros:
-Olha! - nem sinais deles!, o cão de loiça desfeito, os vasos das flores das irmãs mariquinhas, todos partidinhos, a terra dos vasos, por todos, os cantos das varandas, e rasto deles, nada!
Berta das favas:
-Que raio! onde se teriam metido, os chanfrados!
Chico quintas velhas, veio bradar de novo:
-Venham, venham! estão os dois metidos, na cisterna, da quinta das aranhas verdes, com agua, ate ao pescoço:
Chico da horta, corre, a ver o que se passa:
-Pois é! chamem, o dr botica! porque ja devem estar mortos!
Marcelino capa roxa, surge:
-Mortos? mortos?aquilo não é a cisterna? é o tanque onde lavam a roupa da pousada dos trevos! eles afogaram, mas foi as pistolas! que vergonha, fizeram isto, logo no dia de s bento de fora.
ana paula alberto caldeira 15/11/09